domingo, 14 de janeiro de 2018

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XL

Refletindo sobre as narrativas de André Luiz, enfeixadas no capítulo 41 – “Convocados à Luta” –, de “Nosso Lar”, percebemos, com clareza, que os espíritos conscientes indignam-se com as atitudes tomadas pelos países que se lançam à guerra, encabeçando “a desordem na Casa do Pai”, e não hesitam em se colocarem ao lado dos que são agredidos, afirmando que os países agressores, diante da Lei,  pagarão “um preço terrível”.
Muito importante o que o referido autor espiritual considera, quando traduz a palavra de Salústio: “... os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos poderosos de centralização das forças do mal”.
Vejamos aqui, em forma de obsessão, a presença da “mediunidade coletiva”! Podemos mesmo nos referir a um “pentecostes” das trevas! Na época de Segunda Grande Guerra, os alemães, com as exceções de praxe, claro, instigados por Hitler e seus sequazes, os adeptos do nazismo, estabeleceram sintonia com as regiões trevosas – com os espíritos que, em falanges imensas, desejavam dominar para escravizar o pensamento humano. Não olvidemos que a “suástica”, o símbolo do nazismo, era uma cruz “retorcida” – a cruz gamada! O propósito foi, e continua sendo, o de sempre se opor ao Cristo de Deus!...
A loucura coletiva que tomou conta do povo alemão, estendendo-se aos seus aliados – em especial, Itália e Japão –, deixou claro o que comentava Salústio: “Legiões infernais precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as em campos de perversidade e horror”.
No livro “Libertação”, André Luiz, transcrevendo a preleção do Ministro Flácus, anotou no capítulo primeiro: “Seres humanos, situados noutra faixa vibratória, apoiam-se na mente encarnada, através de falanges incontáveis, tão semiconscientes na responsabilidade e tão incompletas na virtude, quanto os próprios homens”.
*
Por que um acontecimento qual o da guerra interessa tanto o Mundo Espiritual?! Por que, no caso, a Segunda Grande Guerra, tanto interessava aos habitantes de "Nosso Lar”, que, por assim dizer, estavam à distância dos campos de batalha?! Em “Nosso Lar”, em 1938, às vésperas de estourar a guerra, faziam-se soar constantes clarinadas, qual se o Mundo Espiritual Superior estivesse desferindo sentido lamento pelo desastre que estava prestes a ocorrer!...
Salústio, ainda em diálogo com André Luiz, explanando sobre as clarinadas que se faziam ouvir, disse: “Temos o sinal de que a guerra prosseguirá com terríveis tormentos para o espírito humano (...), embora a distância, toda a vida psíquica americana teve na Europa a sua origem. Teremos grande trabalho em preservar o Novo Mundo”.
*
Não resta dúvida de que se, após uma guerra de destruição, a Humanidade se empenha na retomada do progresso, qual ocorreu após o término da Segunda Guerra Mundial, o progresso até então havido, se não tivesse sofrido drástica interrupção, teria sido muito maior – principalmente, no campo da fraternidade legítima, de vez que, até hoje, sob o aspecto moral, os homens estão a lidar com as sequelas morais deixadas pelo confronto de lamentável memória.
*
No desdobramento do capítulo 41, André Luiz transcreve alguns diálogos registrados entre os habitantes comuns de “Nosso Lar”, naturalmente preocupados com os familiares e amigos que, estando encarnados, haveriam de sofrer as consequências da desordem, que haveria de criar – como criou – centenas de carmas individuais e coletivos, que, em maioria, ainda não foram ressarcidos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 15 de janeiro de 2018.








domingo, 24 de dezembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXIX

O capítulo 41 – “Convocados à Luta” –, de “Nosso Lar”, é interessantíssimo, porque, principalmente, nos fala sobre a interação existente entre Plano Físico e Plano Espiritual – estamos todos conectados, e não apenas do ponto de vista psíquico.
A lógica nos diz que, em verdade, não pode haver solução de continuidade em nenhum dos departamentos da Vida no Universo – a Lei de Ação e Reação impera no âmbito da Criação Divina, envolvendo os seres macro e microscópicos, visíveis e considerados invisíveis. Uma única célula doente pode comprometer a saúde de todo o organismo, quanto uma única célula sadia pode promover a sua regeneração.
*
Antes de abordarmos o tema que André Luiz aborda no capítulo 41, a questão da Segunda Grande Guerra Mundial (1939/1945), que, segundo os estudiosos, no curto espaço de seis anos, ceifou, entre a população civil e militar, cerca de 50 milhões de vidas humanas, atentemos para o curioso texto que Allan Kardec fez publicar na “Revue Spirite”, mês de outubro de 1868, sob a responsabilidade do Dr. Barry, espírito, como também no capítulo 18, de “A Gênese”.
De acordo com alguns pesquisadores, o Dr. Barry teria sido o Dr. James Barry – James Miranda Stuart Barry –, um cirurgião do exército britânico, dos que mais se destacaram na Batalha de Waterloo. Ele era na verdade uma mulher, Margaret Ann Bulkley, que passara a vida disfarçada de homem para poder dedicar-se à Medicina. Desencarnou a 25 de julho de 1865.
*
“Permiti-me acrescentar algumas palavras, como complemento, à comunicação que vem de vos dar o eminente Espírito de Arago. Sim, certamente, a Humanidade se transforma como já se transformou em outras épocas, e cada transformação é marcada por uma crise que é, para o gênero humano, o que são as crises de crescimento para os indivíduos; crises frequentemente penosas, dolorosas, que carregam com elas as gerações e as instituições, mas sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. A Humanidade terrestre, chegada a um de seus períodos de crescimento, está em pleno, há um século, no trabalho da transformação; é porque ela se agita por todas as partes, presa de uma espécie de febre e como movida por uma força invisível, até que ela tenha retomado a sua situação sobre novas bases. Quem a vir, então, encontrá-la-á muito mudada em seus costumes, seu caráter, suas leis, suas crenças, em uma palavra, em todo o seu estado social. Uma coisa que vos parecerá estranha, mas que por isso não é menos uma rigorosa verdade, é que o mundo dos Espíritos que vos cerca sofre o contragolpe de todas as comoções que agitam o mundo dos encarnados; digo mais: nele toma uma parte ativa. Isto nada tem de surpreendente para quem sabe que os Espíritos não fazem senão um com a Humanidade; que dela saem e que nela devem reentrar; é, pois, natural que se interessem pelos movimentos que se operam entre os homens. Ficai, pois, certos de que, quando uma revolução social se realiza sobre a Terra, ela movimenta igualmente o mundo invisível; todas as paixões boas e más ali são superexcitadas como entre vós; uma indizível efervescência reina entre os Espíritos que ainda fazem parte de vosso mundo e que esperam o momento de nele reentrar. À agitação dos encarnados e dos desencarnados se juntam às vezes, e frequentemente mesmo, porque tudo se mantém na Natureza, as perturbações dos elementos físicos; é então, por um tempo, uma verdadeira confusão geral, mas que passa como um furacão, depois do qual o céu volta a se tornar sereno, e a Humanidade, reconstituída sobre novas bases, imbuída de novas idéias, percorre uma nova etapa de progresso. (destacamos) É no período que se abre que se verá o Espiritismo florir, e que ele dará os seus frutos. É, pois, para o futuro, mais do que para o presente, que trabalhais; mas era necessário que esses trabalhos fossem elaborados antes, porque preparam os caminhos da regeneração pela unificação e a racionalidade das crenças. Felizes aqueles que os aproveitam desde hoje, será para eles tantos ganhos e dificuldades poupadas.”
*
Como os nossos irmãos e irmãs internautas, principalmente na parte que transcrevemos em destaque, interpretam o texto acima, de autoria do Dr. Barry?!
Conforme o dito popular, nele existe “pano prá manga”... E nós, sinceramente, desejamos ouvi-los.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 25 de dezembro de 2017.

NOTA: Este Blog estará de volta no dia 15 de janeiro de 2018. Obrigado.



domingo, 17 de dezembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXVIII

Continuando com as nossas reflexões sobre o capítulo 40 – “Quem Semeia Colherá”, de “Nosso Lar”, André Luiz – notemos – afirma que foi ele a se sentir atraído para uma “visita ao departamento feminino das Câmaras de Retificação”, na qual Elisa se encontrava internada. Interessante: o espírito compromissado se sente, espontaneamente, atraído pelo compromisso assumido perante a Lei Divina, insculpida na consciência!...
Elisa, conforme nos relata André, sequer conseguira identificá-lo, mas ele não tivera grande dificuldade em reconhecê-la.
Narcisa, a respeito, pronuncia frase lapidar, que nos merece meditação atenta: “Todos nós, meu irmão, encontramos no caminho os frutos do bem ou do mal que semeamos. Esta afirmativa não é frase doutrinária, é realidade universal.” (grifamos)
*
Precisamos ainda colocar em destaque o seguinte: quando André teve rápido envolvimento com Elisa, ele, então, era muito jovem, e ela, ao que tudo indica, era mais experimentada no campo da sedução afetiva. Todavia, mesmo assim, a sua consciência não deixou de, parcialmente, responsabilizá-lo pelo destino da infeliz jovem que se entregara aos desmandos da existência.
Quando André, sem se identificar, pergunta a Elisa se ela o odiava, a moça respondeu:
- “No período do meu sofrimento anterior, amaldiçoava-lhe a lembrança, nutrindo por ele um ódio mortal; mas a irmã Nemésia modificou-me. Para odiá-lo, tenho de odiar a mim mesma. No meu caso, a culpa deve ser repartida. Não devo, pois, recriminar ninguém.”
*
Sobre a Terra, na condição de encarnados, são muitos os que imaginam que as suas faltas – principalmente as consideradas mais leves –, cometidas em momento de imaturidade ou insensatez, ficarão esquecidas... Ledo engano! A Lei é a Memória Integral da Vida, e, com certeza, conforme nos ensinou Jesus: “Até que o céu e a terra passem nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra.” Ou seja: o espírito não se sentirá redimido, enquanto, num canto qualquer de sua consciência, permanecer a mais insignificante pendência cármica.
*
Vejamos ainda mais: muitos anos haviam se passado do ligeiro caso entre André e Elisa, todavia, ela sequer lhe esquecera do timbre de voz... Evidentemente, André não era mais o jovem de antanho, e, por certo, o tempo lhe alterara a fisionomia e até mesmo o som da voz – não obstante, o rapaz marcara tão profundamente o espírito da jovem que ela o “adivinhava”: - “E a sua voz – disse Elisa, ingenuamente – parece a dele.”
André, embora não se revelasse de pronto, por razões expostas no capítulo, não estava com a intenção de disfarce, mas, o credor sempre pressente a presença do devedor – aliás, o “pressentimento” entre André e Elisa era recíproco – um parecia estar à espera do outro! Por que ambos ter-se-iam conduzido, quase no mesmo período, a “Nosso Lar”?!
*
Mais tarde, quando André desencarna, e, então, a sua esposa, Zélia, consorcia-se com Ernesto, não estaria ele já se submetendo à chamada “lei de talião”?! Não estaria agora, por sua vez, experimentando o abandono afetivo a que votara uma jovem de quem arrebatara o coração?!
*
Qual haveria de ser, junto a André, o futuro de Elisa?!
Não há quem nos cruze o caminho por mera obra do acaso.
A mãezinha de André Luiz não havia comunicado a ele a intenção de reencarnar proximamente com o intuito de auxiliar o ex-esposo, Laerte, em relação a duas mulheres que, em novo matrimônio com ele, haveriam de receber na condição de filhas?!...
*
Não convém, pois, que coloquemos apenas as “barbas de molho” – coloquemos todos os “pelos” que nos cresçam no corpo e na alma, com os quais, muitas vezes, aos olhos argutos da Lei, pretendemos, inutilmente, ocultar as nossas próprias faltas.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 18 de dezembro de 2017.




domingo, 10 de dezembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXVII

O capítulo 40 de “Nosso Lar”, que tem por título “Quem Semeia Colherá”, nos traz ensinamentos profundos. André Luiz, valendo-se de sua própria experiência na jornada terrestre, conta-nos mais um pedaço de sua história de vida.
No capítulo 35 – “Encontro Singular” –, o autor nos fala a respeito de seu encontro com Silveira, que, em “Nosso Lar”, fazia parte dos “Samaritanos” – Silveira foi a primeira pessoa que ele teve oportunidade de reconhecer além da morte. Ao contrário do que muitos imaginam, nem sempre, os que deixam o corpo, têm oportunidade, de imediato, de estarem com os corações amados que os precederam na Grande Viagem.
*
A segunda pessoa que André Luiz pode identificar no Mundo Espiritual, mais particularmente em “Nosso Lar”, a cidade que abrira as portas para recebê-lo, foi Elisa, uma jovem que havia trabalhado na casa de seus pais. Quando André conheceu Elisa, ele, igualmente, era muito jovem, e, emocionalmente, deixou-se envolver.
*
Então, vejamos: Silveira e Elisa foram as duas pessoas que André, em seus primeiros tempos de desencarnado, logrou identificar no Mundo Espiritual. Ele que, na condição de médico, privara na Terra com muita gente, e que, com certeza, possuía numerosa família, não nos relata que tenha se deparado com nenhum de seus amigos ou familiares, e nem mesmo com uma fisionomia conhecida.
*
Quantos ensinamentos, nas páginas luminosas de “Nosso Lar”! Quantas ilusões, que, na condição de encarnados, os homens cultivam por séculos e séculos, podem desfazer-se através de uma leitura atenta dessa obra! Aquela ideia tão restrita de família que se tem na Terra, amplia-se consideravelmente, ou pode ampliar-se para aqueles que já estão começando a compreender que, em qualquer parte do Universo, temos uma família! Soam aos nossos ouvidos, uma vez mais, as palavras do Divino Mestre: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”...
Temos absoluta convicção de que os Espíritos Superiores que inspiraram André Luiz o orientaram no sentido de compor a obra “Nosso Lar” com base em suas experiências existenciais, sim, mas recorrendo a tonalidades um pouco mais fortes em sua realidade pessoal, porque, em verdade, André Luiz não é um espírito comum.
*
Interessante ainda o que André nos relata, no início do capítulo em pauta, dizendo que não conseguia explicar a grande atração que ele estava sentido, ou que começara a sentir, por uma “visita ao departamento feminino das Câmaras de Retificação”.
Notemos quanto somos “atraídos”, aparentemente sem explicação, pelos nossos compromissos cármicos. “Nosso Lar”, à época, era uma cidade que contava com mais de um milhão de habitantes, e, contudo, André, de repente, se viu diante de Silveira e de Elisa.
Os nossos desafetos, tanto quanto os nossos afetos, parecem, muitas vezes, surgirem do nada – quando menos esperamos, ao dobrarmos uma esquina, damos de cara com o carma!...
*
Quando os pais de André perceberam o seu envolvimento com Elisa, despediram a jovem, que, a partir daí – Elisa dizia a André que, antes de conhecê-lo, já vivenciara certas aventuras, portanto ele não era o primeiro a envolver-se com ela –,  entregou-se a experiências mais “dolorosas”, até que, contraindo sífilis, veio a desencarnar no abandono e completamente cega.
*
No próximo post desejamos efetuar outra interessante abordagem que este capítulo nos enseja à reflexão.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 11 de dezembro de 2017.





domingo, 3 de dezembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXVI

Realmente, o caso Tobias, inserido no capítulo 38 de “Nosso Lar”, é um desafio à capacidade de compreensão dos espíritos que não possuem mais avançada noção de fraternidade na Terra. No capítulo seguinte, de número 39 – “Ouvindo a Senhora Laura” –, a mãezinha de Lísias chega a dizer a André Luiz: - “Quando nos atemos aos pontos de vista propriamente humanos, essas coisas dão até para escandalizar.”
*
Possivelmente, inclusive, este terá sido um dos pontos mais contestados da obra, quando “Nosso Lar”, editado pela FEB, foi lançado em 1944, tratando de um assunto considerado tabu, mesmo numa Doutrina de vanguarda espiritual quanto o Espiritismo.
*
Recordo-me que, quando André Luiz escreveu “Sexo e Destino”, obra, igualmente, editada pela FEB, cujo prefácio é de 1963, Chico contou-nos que foi visitado por um dos diretores da “Federação”, em Uberaba. – “Ele nos disse, em tom de repreensão – contou Chico –, que não sabia em que lugar de sua casa ele haveria de colocar o livro, visto que possuía filhas menores... Eu, simplesmente, lhe respondi: - Onde o senhor irá colocar o livro em sua casa, eu não sei, mas na minha ele ficará em lugar de destaque na estante...”
 Vejamos o que, mesmo no meio espírita, seja o moralismo e o preconceito. “Sexo e Destino” é obra extraordinária, repleta de elevado conteúdo moral, abordando o tema da sexualidade, que é assunto humano, com belíssima prece de Emmanuel no prefácio, que, ao dirigir-se a Jesus, afirma, recordando o episódio da mulher adúltera: “Jerusalém agora é o mundo!...”
*
André Luiz, depois da visita realizada à casa de Tobias, procura Dona Laura, porquanto ele próprio se mostrava um tanto alarmado com a situação doméstica do companheiro em ”Nosso Lar”, acolhendo em sua residência Hilda e Luciana, que haviam sido, respectivamente, a sua primeira e a sua segunda esposa na Terra, de vez que, Tobias, por se ter enviuvado muito cedo, desposara Luciana em segundas núpcias.
Dona Laura, sem rodeios, disse a André: - “Não será fácil para você, presentemente, a penetração, no sentido elevado, da organização doméstica que visitou ontem...”
E, em seguida, sublinha: - “O caso Tobias é o caso de vitória da fraternidade real, por parte das três almas interessadas na aquisição de justo entendimento. Quem não se adaptar à lei de fraternidade e compreensão, logicamente não atravessará essas fronteiras.”
*
Recordamo-nos, sim, meu amigo, das críticas maldosas dirigidas ao livro de Paulino Garcia, intitulado “Meu Filho Nasceu no Além”, recebido por seu intermédio, editado pela LEEPP – Uberaba. Sei que alguém, não escondendo a sua revolta, ao constatar a questão do casamento no Plano Espiritual – Paulino unindo-se à Jamile, que se engravidou e teve um filho – e a questão dos casais homossexuais, bradou a sua revolta: - “Quer dizer, então, que, no Mundo Espiritual, continua a mesma p...?! A mesma sem-vergonhice?!...”
*
Dias atrás, a visita da filósofa americana Judith Butler ao Brasil, apenas para a realização de uma conferência, aos gritos de “queimem a bruxa”, terminou com feroz agressão física a ela, justamente da parte de uma mulher que se revelou extremamente preconceituosa – em vez de manifestar-se pacificamente, ela voltou-se contra outra que procurava defender a filósofa, dizendo: - “Quem é você? Você é feia! Olha esse cabelo, olha essa sua cor...”
Ah, como somos ainda assim tão pequeninos e miseráveis!...
*
Vale a pena que os nossos irmãos internautas releiam com atenção os capítulos 38 e 39 de “Nosso Lar”, um livro, sobre todos os aspectos, muito avançado para o seu tempo, e, talvez, passados já mais de 70 anos de sua concepção mediúnica, uma obra ainda muito avançada para os dias atuais.
Ao fim do diálogo com Dona Laura, André sentencia:
- “Agora não mais me preocupava a situação de Tobias, nem as atitudes de Hilda e Luciana. Impressionava-me, sim, a imponente questão da fraternidade humana.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 4 de dezembro de 2017





domingo, 26 de novembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXV

Na sequência do diálogo com André, no capítulo 38, Tobias escuta dele o seguinte argumento, que, aliás, é o argumento de muitos que não concordam com a união esponsalícia dos espíritos além da morte do corpo carnal.
- Muitas vezes já lembrei, com interesse, a passagem evangélica em que o Mestre nos promete a vida dos anjos, quando se referiu ao casamento na eternidade.
Ao que Tobias, responde:
- Forçoso é reconhecer, todavia, com toda a nossa veneração ao Senhor (...), que ainda não nos achamos na esfera dos anjos e, sim, dos homens desencarnados.
Infelizmente, devido à forte sugestão mental recebida ao longo dos séculos, prevalece entre muitos adeptos do Espiritismo a ideia de que o Mundo Espiritual é extremamente sui generis, nada tendo a ver com o Mundo Material, quando já se sabe que nas Esferas próximas ao orbe terrestre a humanidade dos espíritos continua.
*
Apenas a título de reflexão sobre tema tão transcendente, remetemos os nossos irmãos e irmãs internautas à questão 695, de “O Livro dos Espíritos”: - O casamento, ou seja, a união permanente de dois seres, é contrária à lei natural? Resposta: - É um progresso na marcha da Humanidade.
Notemos que fica subentendido que a união matrimonial, ou seja, a união permanente entre dois seres, através do casamento, (aqui não há qualquer referência à sexualidade) “é um progresso na marcha da Humanidade”, que, evidentemente, continuará marchando...
Adiante, na pergunta 697, apenas também a título de ilustração, os Espíritos Superiores afirmam que a indissolubilidade absoluta do casamento é uma lei humana, “muito contrária à lei natural”.
Tobias, em seu diálogo com André Luiz, esclarece que “o verdadeiro casamento é de almas e essa união ninguém poderá quebrantar” – e nem haverá necessidade de formalizar.
*
Aproveitamos para comentar que, neste aspecto, muitos têm cogitado de qual seria a “alma gêmea” de Jesus Cristo. Sinceramente, consideramos tal especulação inteiramente despropositada. Aliás, tudo o que se refere à evolução do Cristo, em termos de nossas especulações humanas, de encarnados e desencarnados, é infantilidade. Inútil perda de tempo, discussões em torno, por exemplo, da “alma gêmea do Cristo”, da natureza de seu corpo, e mesmo a respeito de onde Ele teria estado dos 12 aos 30 de idade! Cremos que tais discussões apenas e tão somente nos fazem desviar o foco de nossas atenções, que deve se concentrar sobre a excelência de suas Palavras. Batráquios, ou, menos que isto, vermes, não podem compreender a natureza do Sol! Minhocas têm é que continuar comendo terra e produzindo húmus...
*
Bem, para não nos estendermos, diremos: Tobias, em “Nosso Lar”, residia, na mesma casa, com Hilda, a esposa, e Luciana, a companheira que, quando Hilda desencarnou, tomara o seu lugar, auxiliando Tobias a criar os dois filhos menores.
Hilda, explica a André, que, na condição de desencarnada, vitimada por excessivo ciúme, ou sentimento de posse, começou a perseguir Luciana. Foi quando, recebendo a visita da avó materna, registrou as suas sábias palavras, ditas com brandura e energia:
- Que é isso, minha neta? Que papel é o seu na vida? Você é leoa ou alma consciente de Deus? Pois nossa irmã Luciana serve de mãe a seus filhos, funciona como criada de sua casa, é jardineira do seu jardim, suporta a bílis do seu marido e não pode assumir o lugar provisório de companheira de lutas, ao lado dele? É assim que o seu coração agradece os benefícios divinos e remunera aqueles que o servem? Quer você uma escrava e despreza uma irmã?”
Ao término da conversa em torno de assunto tão complexo, Hilda, percebendo o pensamento de André Luiz, arremata:
- Fique tranquilo. Luciana está em pleno noivado espiritual. Seu nobre companheiro de muitas etapas terrenas precedeu-a há alguns anos, regressando ao círculo carnal. No ano próximo, ela seguirá igualmente ao seu encontro. Creio que o momento feliz será em São Paulo.
*
Maravilhosa lição, mas que poderão compreender apenas aqueles que já se libertaram um tanto do sentimento de posse e logram uma visão mais profunda do amor em sua essência.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de novembro de 2017.






segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Aviso Fraterno:
Tendo em vista alguns desentendimentos no campo da “logística” doutrinária, em relação à opinião de nossos confrades internautas, neste Blog, solicitamos, na condição de moderador, que os nossos irmãos e irmãs, que tanto nos prestigiam, procurem ater-se, em seus comentários, apenas em torno da matéria publicada semanalmente pelo Dr. Inácio Ferreira, não efetuando, quanto possível, maiores referências aos comentários que outros venham a fazer.
Certos de, como sempre, contarmos com a sua compreensão e prestimosa cooperação em favor da paz geral, somos, fraternalmente –
O Moderador

Uberaba – MG, 20 de novembro de 2017.


domingo, 19 de novembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXIV

O livro “Nosso Lar”, este compêndio de extraordinárias lições, em seu capítulo 38 – “O Caso Tobias” –, transmite-se valiosos ensinamentos a respeito da vida afetiva dos espíritos, além da morte do corpo físico.
Resumindo, diremos que Tobias, um dos grandes seareiros de “Nosso Lar”, convidara André Luiz para efetuar uma visita à sua residência, onde ele, Tobias, residia na companhia de duas irmãs.
Interessante a informação que André nos transmite logo no terceiro parágrafo: “Reunidos na formosa biblioteca de Tobias, examinamos volumes maravilhosos na encadernação e no conteúdo espiritual.”
E aqui, naturalmente, surgem as primeiras perguntas que tomamos a liberdade de dirigir aos nossos internautas:
- Que livros seriam aqueles na biblioteca de Tobias?! Livros de autores encarnados, ou desencarnados?! Livros que haviam sido concebidos na Terra e na Terra impressos, ou escritos lá mesmo, no Mundo Espiritual, por autores desencarnados, e impressos por um serviço gráfico do Além?!...
*
Examinar, com atenção, cada parágrafo de “Nosso Lar” é de suma importância para que, tanto quanto possível, nada nos escape em termos de informação.
Muitos dos que rejeitam a referida Obra, psicografada por Chico Xavier, talvez, ainda não tenham alcançado o necessário amadurecimento para conceber a Vida em seu natural espírito de sequência – inconscientemente, influenciados por outras teologias religiosas, ainda não conseguem raciocinar sob outro prisma, se não aqueles que descrevem a Vida no Além de forma maravilhosa, ou sobrenatural.
*
Em seguida a sua visita à biblioteca, André é convidado pela senhora Hilda a observar o jardim, novamente, assim, dando especial destaque à Natureza no Mundo Espiritual, demonstrando, uma vez mais, que, por aqui, nada é criação da mente, pois que as plantas crescem e se desenvolvem como crescem e se desenvolvem nos jardins terrestres – existe, sim, REPRODUÇÃO VEGETAL, como também REPRODUÇÃO ANIMAL, e, consequentemente, REENCARNAÇÃO NO MUNDO ESPIRITUAL.
Irmãos, poucos esclarecidos ou maledicentes, têm afirmado que nós temos dito que espírito reproduz, quando a tese que sustentamos é que corpo espiritual se reproduz, ou seja: perispírito, ou envoltórios do espírito, que constituem os seus corpos mais ou menos materiais, podem, sim, se reproduzir.
Espanta-nos, em nossos confrades adeptos da tese da FÉ RACIOCINADA, a não aceitação desta realidade, tão clara quanto à meridiana luz do Sol. Se bem, Nicodemos, o doutor da lei, nada entendeu quando Jesus tentou explicar a ele a Reencarnação, dizendo: “Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?”
*
Entrando em conversação mais íntima com André, Tobias começa a narrar a ele o seu interessante caso familiar, semelhante a milhares de outros existentes na Terra inteira.
Tobias havia sido casado na Terra duas vezes – casara-se, inicialmente, com Hilda, com quem tivera dois filhos, e, depois, por sua vez, desposara Luciana. Ambas estavam residindo com ele, na mesma casa, em “Nosso Lar”. Os mais afoitos, talvez, pensem que Tobias, desencarnado, tenha constituído um harém depois da morte...
André, no entanto, que ainda ignorava que a sua esposa, Zélia, havia se unido a outro companheiro na Terra, diz a Tobias: - De fato (...), o problema interessa profundamente a todos nós. Há milhões de pessoas, nos circuitos do planeta, em estado de segundas núpcias. Como resolver tão alta questão afetiva, considerando a espiritualidade eterna?”
Um de nós – quem sabe?! –, talvez esteja dentro da mesma situação de Tobias... Quantos, enviuvando-se, sentem necessidade de se unirem a novo cônjuge?! E, na maioria das vezes, não é nem por conta de viuvez, mas pelo motivo de uma separação motivada, por exemplo, devido a incompatibilidade entre o casal...
Antes de encerrarmos, porém, a matéria desta semana, perguntamos: por que razão as uniões conjugais prosseguem além da morte?! Por que Tobias continuava com Hilda na condição de sua esposa, tudo levando a crer, que ele e ela prosseguiam mantendo íntimo relacionamento na Vida Espiritual?! Ora, anteriormente, no capítulo 18 – “Amor, Alimento das Almas” –, vimos que Lísias sai ao encontro de Lascínia, de quem se encontrava enamorado, e que o aguardava no “Campo da Música”.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 20 de novembro de 2017.



domingo, 12 de novembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXIII

Concluindo as nossas ligeiras reflexões sobre o capítulo 37, de “Nosso Lar”, versando sobre a preleção da Ministra Veneranda, estimaríamos ainda destacar alguns trechos de sua inspirada e profunda dissertação.
- “Será crível que, somente por admitir o poder do pensamento, ficasse o homem liberto de toda a condição inferior? Impossível!
Uma existência secular, na carne terrestre, representa período demasiadamente curto para aspirarmos à posição de cooperadores essencialmente divinos. Informamo-nos a respeito da força mental no aprendizado mundano, mas esquecemos que toda a nossa energia, nesse particular, tem sido empregada por nós, em milênios sucessivos, nas criações mentais destrutivas ou prejudiciais a nós mesmos.”
Antes de Cristo, em termos evolutivos, o que éramos sobre a Terra?! Qual seria o nosso grau de lucidez espiritual, no que se refere, por exemplo, à própria imortalidade e as nossas condições de sobrevivência além da morte?!
Em dois mil anos, ou vinte séculos, quantas vezes teremos vindo ao Mundo Espiritual e voltado a Terra, em novo corpo, sem justa noção da própria desencarnação?!
Quais os pensamentos que nos “fizeram” a cabeça até agora, quando, então, estamos tendo oportunidade de conhecer o Espiritismo, que, segundo Emmanuel, “é processo libertador de consciências, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos”?!
*
No excelente livro “Pensamento e Vida”, da lavra mediúnica de Chico Xavier, Emmanuel, no capítulo 20 – “Hábito” –, considera que “o hábito é uma esteira de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina.
Herdeiros de milênios, gastos na recapitulação de muitas experiências análogas entre si, vivemos, até agora, quase que à maneira de embarcações ao gosto da correnteza, no rio de hábitos aos quais nos ajustamos sem resistência.”
E mais adiante, acentua:
“Nesse círculo vicioso, vive a criatura humana, de modo geral, sob o domínio da ignorância acalentada, procurando enganar-se depois do berço, para desenganar-se depois do túmulo, aprisionada no binômio ilusão-desilusão, com que despende longos séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar.” (destacamos)
Lamentável verdade!
No entanto, mesmo agora, com a Terceira Revelação, o pensamento de muitos prossegue oferecendo resistência à Verdade, com imensa tendência ao comodismo.
Alguns adeptos do Espiritismo, por exemplo, continuam não aceitando as revelações constantes nas obras de André Luiz, preferindo ficar apenas com o que os Espíritos falaram a Kardec – para eles, o espírito desencarnado vive em função de uma nova encarnação na Terra, posto que, através do trabalho e do estudo, não lhe é dado progredir no Planeta Espiritual!
*
Infelizmente, temos constatado enorme dificuldade da parte até de alguns companheiros considerados mais cultos para aceitarem o que, já em 1935, no livro “Cartas de Uma Morta”, Maria João de Deus, a genitora de Chico nos falava pelo seu abençoado lápis: “A vida é o eterno fenômeno dos jogos vibratórios e tempo virá em que as almas na Terra compreenderão o papel do espírito na sua esfera infinita de influenciação.”
*
O mundo real é somente o Espiritual – o Espiritual do Espiritual, e, assim. sucessivamente. Todos os demais Planos nos quais a Vida se manifesta é expressão mental de seus habitantes, que, na condição de cocriadores, os “criam” para si, no aprendizado gradativo que lhes compete realizar, despertando as suas faculdades latentes – o espírito que vive na superfície dos sentidos, vive ilusoriamente.
*
Podemos dizer que, sem dúvida, grosso modo, a Terra é um “Matrix”, tanto quanto o Mundo Espiritual que povoamos ainda o é.
Deus cria a realidade, e o homem, a ficção, até o dia em que a ficção humana se ajuste à Realidade Divina.
Ouça o que tenha ouvidos de ouvir.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 13 de novembro de 2017.


domingo, 5 de novembro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXII

Dando sequência às nossas reflexões sobre o capítulo 37, de “Nosso Lar” – “A Preleção da Ministra”, Narcisa explica a André Luiz que apenas os companheiros mais “adiantados na matéria”, que seria objeto da exposição de Veneranda, poderiam interpelá-la – eles haviam adquirido tal direito “pela aplicação ao assunto”. E é Narcisa quem ainda esclarece: “O Governador determinou essa medida, nas aulas e palestras de todos os Ministros, a fim de que os trabalhos não se convertessem em desregramento da opinião pessoal, sem base justa, com grave perda de tempo para o conjunto.”. Notem os internautas que nos acompanham o quanto a questão do tempo é levada a sério nas Dimensões Espirituais mais altas, principalmente em respeito àqueles aos quais cabe a tarefa de instruir, que não devem, em suas exposições, serem interrogados por questões de caráter pessoal, nas quais muitos, em momento impróprio, costumam se estender desnecessariamente.
*
Veneranda não se fez anunciar à assembleia por nenhum de seus títulos, sequer sendo anunciada por um locutor, qual, infelizmente, anda na moda nos Congressos Espíritas, com os oradores sempre apresentados pela leitura de extenso e enfadonho currículo, que nada tem a ver com a simplicidade que deve caracterizar o nosso Movimento.
*
A preleção da Ministra, que logo tomou a palavra, sem qualquer formalidade, girou em torno do pensamento, justificando a escolha do tema: “Encontram-se, entre nós, no momento, algumas centenas de ouvintes que se surpreendem com a nossa esfera cheia de formas análogas às do planeta. Não haviam aprendido que o pensamento é a linguagem universal? Não foram informados de que a criação mental é quase tudo em nossa vida?” Com base, talvez, em tais palavras, ainda nos deparamos com aqueles que insistem em dizer que tudo o existente em o Mundo Espiritual é criação da mente – sim, tanto quanto são criação da mente encarnada todos os engenhos existentes na Terra, desde a invenção da roda!
*
Pedimos licença para efetuar pequena digressão, que nos fornece, porém, importante material de reflexão para que melhor possam os nossos irmãos encarnados entender a vida que os espera deste Outro Lado. Transcreveremos do livro “Chico Xavier, à Sombra do Abacateiro”, a lúcida palavra de Emmanuel, na tarde de 20 de novembro de 1982:
“Imaginem que nós todos perdemos o corpo físico ontem... Mas não perdemos o nosso sentido de viver, porque somos eternos. Então o nosso instinto funcionaria procurando a companhia de outras pessoas... Estaríamos aqui à procura de fazer alguma coisa, a sermos aproveitados nisso ou naquilo...
Não temos méritos para subir aos Céus, mas também nos acreditamos filhos de Deus e não seríamos enviados a regiões inferiores... Não deixaríamos de ser nós mesmos; cada qual com aquilo que fez, com as imperfeições de cada um de nós, especialmente eu, trazemos de vidas passadas... Todos estaríamos ajustando os nossos pensamentos para saber aqui quem é que poderia ensinar, encaminhar, maternar crianças abandonadas... Procuraríamos, enfim, um meio de trabalhar e de servir.
Uma reunião como esta nos lembra reuniões que faremos futuramente; quando chegarmos ao Mundo Espiritual, procuraremos os que pensam de um modo semelhante ao nosso para sabermos o que vamos fazer. Procuremos fazê-los, então, desde agora...
Estamos numa reunião, em que o acesso é dado a todos, para que não haja nenhuma desculpa; estamos no mesmo chão, debaixo do mesmo teto... Não temos diferenças do ponto de vista social, senão o respeito que devemos a cada um. Sermos como somos, vestirmos o que pudermos... (O Chico, aqui, alude à liberdade que impera numa reunião espírita, onde cada qual comparece como pode e como é, sem recear críticas, sem ter que prestar obediências a protocolo, etc.) Essas reuniões precedem as reuniões que virão depois... Partiremos ao encontro de uma vida, e todos sentiremos necessidade de ser úteis, de ajudarmos uns aos outros; buscaremos o auxílio de alguém e alguém buscará auxílio em nós... Va os pensar nisto. Não é filosofia de morte, não é pessimismo... De quando em vez, vamos pensar que estamos desencarnados. Como vamos ajudar um filho que ficou à distância, uma mãe, um irmão? Reuniões como esta têm a função de repartirmos com os nossos irmãos o pouco que temos (...). Se realizam, em nome do Cristo, ao ar livre, onde todos puderam estar com todos e ser como são, sem nenhuma pergunta. Estamos livres para pensar que somos eternos e que vamos facear esta situação em outros Planos... Isto pode, de certo modo, ativar a nossa marcha para a frente e a nossa melhoria dentro de nós mesmos.
É o que diz o nosso Emmanuel.”
*
Realmente, cremos que nós, os espíritas, estamos necessitando de estudar e refletir um pouco mais! Não acham os nossos irmãos e irmãs internautas?!
Estaríamos, depois da morte do corpo carnal, mentalmente habilitados a construir uma vida muito diversa da vida que vivemos enquanto encarnados?!...

INÁCIO FERREIRA


Uberaba – MG, 6 de novembro de 2017.