segunda-feira, 24 de abril de 2017

VERDADES QUE, TALVEZ, VOCÊ IGNORE SOBRE O PERISPÍRITO, OU CORPO ESPIRITUAL (*)

Ele cresce e envelhece.
Ele se desgasta e morre.
Ele está sujeito a aperfeiçoamento.
Ele sente sede, fome e frio.
Ele precisa dormir.
Ele sente dor.
Ele se reproduz.
Ele possui genitália.
Ele é constituído por órgãos.
Ele se submete a cirurgias.
Ele é corpo material.
Ele tem peso específico.
Ele se sujeita à Lei da Gravidade.
Ele necessita cobrir-se em sua nudez.
Ele é grosseira exteriorização de corpos mais sutis.
Ele expressa os traços característicos dessa ou daquela raça.
Ele confere identidade ao espírito.
Ele pode apresentar mutilações.
Ele possui genética.
Ele, como o corpo carnal, é química.
Ele nem sempre pode volitar.
Ele nem sempre pode se transfigurar.
Ele não é sobrenatural, nem mágico.
Ele ainda é humano.
Ele é assim em diferentes Dimensões Espirituais.
Ele apenas se sutiliza com a evolução do espírito.
Ele pode ser autoexterminado.
Ele modela o corpo físico, que é a sua expressão externa.
Ele pode ser tratado e curado na reencarnação.
Ele, ainda, sofre repercussões de tudo o que acontece ao corpo físico.
Ele é sempre medianeiro entre o mundo exterior e o mundo interior.
Ele está presente em todas as espécies – do reino mineral ao animal.
Ele, na Parábola contada por Jesus, é a “veste nupcial” para o banquete das Bodas do Filho do Rei.
Ele, etc...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 24 de Abril de 2017.

(*) É só estudar um pouco mais.





segunda-feira, 17 de abril de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VII

Dando sequência aos nossos estudos, no capítulo 17, do livro “Nosso Lar”, conhecendo a casa de Lísias, o autor espiritual da obra descreve: “Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas.”
Você, estimado (a) internauta, seria capaz de nos auxiliar a responder as questões propostas abaixo:
a)    De que material seriam feitos os móveis existentes na casa de Lísias?! Você admite que possam, à época em que foram construídos, terem sido feitos de madeira?!
b)    Os quadros, ou as telas, que enfeitavam as paredes da casa, eram originais, concebidos por artistas do Mundo Espiritual?!
c)     E o piano?! O que você poderia nos dizer a respeito?! Porventura, tratar-se-ia de um piano “desencarnado”, ou fabricado mesmo no Mais Além?!
d)    E a harpa?! O que você tem a dizer sobre ela?! A presença de um piano e de uma harpa pode nos levar a pensar na existência de músicos e compositores no Mundo Espiritual, que lá mesmo tiveram oportunidade de estudar e aprender a tocar os referidos instrumentos?!

Em seguida, no mesmo capítulo 17, André escreve em certo parágrafo: “... Iolanda exibiu-me livros maravilhosos.” Que livros seriam tais?! Escritos na Terra, por autores encarnados, ou escritos lá, em “Nosso Lar”, igualmente nos induzindo a pensar na existência de todo um trabalho de editoração dos referidos volumes?! Escrevem-se livros no Mais Além?! Ou toda a cultura que possa existir no Mundo Espiritual é procedente da cultura do Mundo Material?!...

Ainda em visita à casa de Lísias, André Luiz conta que se demorou na “Sala de Banho, cujas instalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, mas confortável” Se você puder, e estiver interessado, por favor, tente responder conosco:
a)    “Nosso Lar” é uma cidade fundada por “distintos portugueses” desencarnados – em Portugal, “Casa de Banho”, ou “Sala de Banho”, é sinônimo de Banheiro, Lavabo, etc. Qual seria a utilidade prática de um Banheiro na casa de um espírito desencarnado?!
b)    Você admite que o corpo espiritual, ou perispírito, ainda tendo que se alimentar, tem, igualmente, necessidade de excretar resíduos, recorrendo, por exemplo, a um vaso sanitário?!
c)     Em consequência, como recomenda os princípios da boa higiene, teria que lavar as mãos, e até outras partes consideradas “menos nobres” do corpo? Eu, particularmente, quando não encontro uma ducha higiênica num banheiro – apetrecho tão simples e tão barato – acho um absurdo.
d)    O perispírito precisa ser banhar, ou seja: o espírito, nas Dimensões Espirituais mais próximas ao orbe, ainda carece de tomar banho, para lavar o seu corpo?! Tomar “banho na soda”, eu ainda continuo mandando muita gente, encarnada e desencarnada, mas eu quero saber é na água?!
e)    Se o espírito toma banho, a fim de higienizar o perispírito, convém concluir que ele transpira, suja-se na execução de determinados trabalhos que o colocam em contato com alguma espécie de poeira?!
Na semana que vem, voltaremos a incomodar. Por hora, o nosso fraternal abraço, lembrando a você que o espírita não deve engolir “comida” que os outros mastigam – ele deve mastigar e engolir a sua própria “comida”.
Abraços.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 17 de abril de 2017.






segunda-feira, 10 de abril de 2017

“ESPÍRITAS MATERIALISTAS”

- Doutor, por favor... – chamou-me um irmão de Doutrina, que reencontrei caminhando pelo centro da cidade, ou seja, da Uberaba que, presentemente, habito além da morte. – O senhor poderia me conceder um minuto de sua atenção?! Sei que o senhor é um homem muito ocupado...
- Pois não, meu amigo – anui, detendo o passo. – Podemos, sim, falar um pouco... Tenho um compromisso, mas sei que você não tomará muito o meu tempo, como também eu me preocupo em não tomar o seu.
- Doutor, eu sei que o senhor escreve para a Terra...
- Tenho postado, sim, alguns rabiscos numa “agência dos correios” entre as Duas Vidas... Tive a felicidade de conhecer um “carteiro” de boa vontade e...
- Então, Doutor, eu quero lhe pedir... O senhor precisa escrever um alerta fraterno a alguns companheiros espíritas, que, a meu ver, estão perdendo a fé!...
- Mas como – perguntei –, se a nossa fé é raciocinada... A fé, quando verdadeiramente fruto da razão, é algo que não se perde, mas, ao contrário, acha-se cada vez mais! Em que sentindo você está dizendo que alguns confrades estão perdendo a fé?!...
- Perdendo a fé, Doutor, em si mesmos! – respondeu ele, visivelmente acabrunhado.
- Em si mesmos?! – indaguei, solicitando confirmação.
- Sim, Doutor! Estão colocando os pés pelas mãos... Começaram bem – muitos deles tiveram um início extremamente promissor, mas agora, infelizmente...
- O que está acontecendo?!...
- Estão trabalhando em causa própria, promovendo-se em sua própria vaidade e personalismo...
Fez pequeno intervalo e voltou a falar:
- Estão completamente desacreditados da Lei de Causa e Efeito, apenas e tão somente pensando em aparecer e ganhar...,
- Ganhar o quê?! – insisti.
- Ora, ganhar dinheiro, Doutor?! Dinheiro e prestígio pessoal... Alguns deles estão chegando a se anunciar como grandes missionários reencarnados...
- Talvez sejam... Quem sabe?! Realmente, existe muito missionário falido na Terra – de mamando a caducando, eu conheço um monte!...
- Eu sei que o senhor sabe do que estou falando – considerou o interlocutor com acerto. – Doutor, esses nossos irmãos, inclusive alguns que se dizem médiuns, não acreditam mais na mediunidade – eles estão agindo como uma nova modalidade de descrentes: espíritas materialistas!...
- Meu caro, você está coberto de razão – considerei. – De há muito, eu também sei disso... Estão transformando o Espiritismo em empresa, ou, em outras palavras, em negócio extremamente lucrativo. Mas...
- Mas o quê, Doutor?!...
- A desencarnação está aí para todo mundo... Você sabe: largar a carcaça e encarar a realidade?! Querer voltar atrás sem poder?! Arrepender-se amargamente e dar-se ao esforço do recomeço, esperando que uma nova oportunidade apareça?!...
- Não, Doutor, não fala nisso, não, porque é a coisa mais dura que tem – eu sei, porque eu também cometi certos erros, e agora não sei quando terei oportunidade de repará-los...
- Então, não fica assim, não! – falei, dando a conversa por encerrada. – O seu propósito em relação aos nossos confrades e confreiras que se encontram encarnados é o melhor, mas, como você mesmo disse, se eles são espíritas materialistas, eles não irão acreditar em mim... A desencarnação, a qualquer hora do dia ou da noite, repito, está aí para todo mundo, e, antes dela, a queda no profundo abismo da desilusão, onde haverá pranto e ranger de dentes!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 10 de abril de 2017.






segunda-feira, 3 de abril de 2017

NEM NOS TEMPLOS, NEM NOS MONTES
 
“Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” – João, 4:21
 
Estou convicto de que chegará o tempo em que Deus, realmente, será adorado em espírito e verdade.
Não mais necessitaremos de religiões para tanto.
Não mais construções de natureza material.
Não mais qualquer tipo de sacerdócio organizado.
Não mais hierarquia e formalidade.
Não mais patrulhamento ideológico.
Não mais ortodoxia.
Não mais fanatismo.
Não mais adeptos dessa ou daquela crença.
Não mais propósito de unificação de ideias.
Não mais perseguição declarada ou sob disfarce.
Não mais cruzadas e inquisições.
Não mais poder espiritual em disputa.
Não mais vendilhões nos templos.
Não mais preconceito na fé.
Não mais exploração da ingenuidade.
Não mais falsos cristos e profetas.
Não mais imagens ou símbolos.
Não mais velas e incensos.
Não mais bandeiras hasteadas.
Não mais vaidade e personalismo.
Não mais Inferno, nem Céu.
Não mais povos eleitos.
Não mais supostos privilégios concedidos.
Não mais personalismo.
Não mais vaidade nas pregações.
Não mais idólatras e idolatrados.
Não mais judeus e samaritanos, hindus e muçulmanos, católicos e protestantes, espíritas e umbandistas. 
Não mais templos e sinagogas, igrejas e terreiros.
Não mais nenhum “ismo”.
Não mais disputas pela primazia da Verdade.
Somente FÉ e RAZÃO, e acima delas, o AMOR, em qualquer canto da Terra, sob a cúpula, estrelada ou ensolarada, do firmamento.
 
INÁCIO FERREIRA
 
Uberaba – MG, 3 de abril de 2017.  

segunda-feira, 27 de março de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VI

No capítulo 15 do livro “Nosso Lar”, André Luiz recebe a visita de sua mãe que se encontrava habitando uma Dimensão Superior. Você seria capaz de dizer como ela o visita?! Estaria ela materializada?! Concorda que, talvez, materializada, fosse ela um “agênere”, em “Nosso Lar”?! Ou, quem sabe, ela se tenha feito visível apenas à clarividência de André Luiz?!

No caso de a mãe de André Luiz ter se apresentado a ele materializada, você concorda que, no Mundo, ou Planeta, Espiritual, os espíritos que lá residem vivem rodeados de espíritos que também não conseguem enxergar em condições normais?!

No capítulo 16, intitulado “Confidências”, a mãe de André Luiz diz a ele que o seu pai, Laerte, há doze anos, se encontrava “numa zona de trevas compactas do Umbral”. Ora, se André Luiz, igualmente, demorou-se na chamada região umbralina, por que ele não teria logrado encontrar o seu pai por lá?! Tudo indica que ambos estiveram no Umbral, um ao mesmo tempo em que o outro – André Luiz por quase nove anos, e seu pai, por doze! De novo: por que André Luiz não esteve com o seu pai no Umbral?!...

Como se bastasse, a mãe de André Luiz informa a ele que as suas duas irmãs, Clara e Priscila, também desencarnadas, viviam no Umbral, “agarradas à crosta da Terra”. Por que nem elas duas se avistavam com o pai que ainda permanecia no Umbral?! Você concorda em que o Umbral, igualmente, se divide em Subdimensões, como, por exemplo, a Terra em diferentes países e regiões, algumas habitáveis e outras inóspitas?!

Ao despedir-se de André, que tenta acompanhá-la, a sua mãezinha lhe diz: “Não venhas, meu filho. Esperam-me com urgência no Ministério da Comunicação, onde serei munida de recursos fluídicos para a jornada de regresso, nos gabinetes transformatórios.” Você teria ideia do que ela quis dizer?! Que “recursos fluídicos” seriam esses?! Concorda em que nos “gabinetes transformatórios” o seu processo de materialização iria desfazer-se?!...

No capítulo 17, “Em Casa de Lísias”, André que, em “Nosso Lar”, não tinha onde morar, com Clarêncio dizendo-lhe que, talvez, viesse albergá-lo em alguma Instituição, recebeu de Lísias convite para morar em sua casa, onde a sua mãe teria muita alegria em recebê-lo... Você concorda que a situação de André Luiz, no Mundo Espiritual, possa ser comparada à de um imigrante, ou de um refugiado, na atualidade da Terra, onde existe cerca de sessenta milhões de refugiados, inclusive crianças e adolescentes?! Concorda em que, um dia, com a desencarnação, todos os homens haverão de ser imigrantes no Mundo Espiritual, de vez que, na condição de espíritos errantes, ou filhos pródigos, todos estamos viajando de volta à Casa Paterna?!...

André Luiz ao chegar com Lísias à sua casa, observa que o amigo faz acionar a campainha para que a porta da residência lhe seja aberta... Ora, por que ele simplesmente não atravessou a parede da casa?! Espírito atravessa paredes no Mundo Espiritual que habita, ou apenas consegue fazê-lo nas Dimensões de matéria com diferente frequência vibratória da que constitui o seu corpo espiritual, ou perispírito?!...

Cremos que por esta semana já possuímos, acima, suficiente material para as nossas reflexões, não?!

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de março de 2017.















segunda-feira, 20 de março de 2017

SOMOS TODOS REFUGIADOS/IMIGRANTES

Ante a polêmica internacional a respeito dos refugiados/imigrantes, suscitada, ultimamente, pelo recém-Presidente eleito do EEUU, uma pergunta nos surge espontaneamente: - Sobre a Terra, quem, de certa maneira, não pode ser considerado na condição de um refugiado/imigrante?!
A quem, originalmente, pertencia os diversos países, a não ser aos nativos, que foram, sucessivamente, espoliados pelos invasores?!
Desde que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso, todos os homens são refugiados/imigrantes na Terra.
Sob a ótica da Doutrina Espírita, à semelhança do que conta Jesus na Parábola do Filho Pródigo, todos somos espíritos errantes, na tentativa de retornar à Casa Paterna.
Vejamos a Sabedoria de Deus, na Lei da Reencarnação: a rigor, quem pertencerá a esse ou àquele planeta, país, raça, sexo, cultura, etc?! Periodicamente, no corpo ou fora dele, não vivemos na condição de refugiados/imigrantes, a fim de que aprendamos o amor universal?!...
Neste sentido, no livro “Nosso Lar”, com a sua própria experiência de espírito desencarnado, André Luiz, igualmente, nos transmite extraordinária lição.
Em “Nosso Lar”, o grande cientista, era também um estrangeiro, não dispondo sequer de uma casa para morar.
Além da morte do corpo carnal, não se deparou ele, de imediato, com nenhum de seus familiares, ou mesmo de amigos mais chegados que se dispusessem a acolhê-lo.
Por caridade, ou seja, pelo exercício da legítima fraternidade, que nos ensina que todos somos membros da mesma família humana, é que André foi convidado a morar na casa de Dona Laura, mãe de Lísias, que ele conhecera no hospital, onde, na condição de indigente, estava sendo tratado.
Vocês se recordam da beleza dessa magnífica lição?!
Um dia, com certeza, todos os homens se verão assim, do Outro Lado da Vida, à mercê da generosidade alheia.
Não é exatamente assim que nos vemos, quando a reencarnação nos encaminha de volta a Terra, totalmente indefesos, na completa dependência de quem, inclusive, nos dê alimento na boca para que possamos sobreviver?!
A discussão política em torno da questão social dos refugiados/imigrantes sinaliza o quanto ainda há de preconceito no espírito do homem, e o quanto ele ainda está distante do “amai-vos uns aos outros”.
Quando fugia da fúria de Herodes, a fim de não ser morto, não foi o Cristo um exilado em terras do Egito?!
Durante mais de quatro séculos, o povo judeu morou no Egito dos faraós, e hoje, sistematicamente, nega um pedaço de terra aos palestinos, que são seus irmãos.
Até hoje, ao que nos parece, Sara não conseguiu relevar a falta cometida por Abraão, por ele ter tido um filho com Agar, a escrava, não reconhecendo que Ismael e Isaque são irmãos.
Ao que nos parece, até que a lição, que a Lei Divina está proporcionando à Humanidade com a questão refugiados/imigrantes, possa ser assimilada, haverá para ela muito pranto e ranger de dentes.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 20 de março de 2017.












segunda-feira, 13 de março de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – V

Estudemos um pouco mais, procurando refletir sobre outras informações que André Luiz nos transmite nesta obra, sem dúvida, revolucionária, a respeito da Vida no Mundo Espiritual – obra que, infelizmente, até hoje, muitos espíritas tomam por ficção.

No capítulo 10 – “No Bosque das Águas” –, André ouve referências de Lísias à existência de “grandes oficinas de serviço de Trânsito e Transporte”, em “Nosso Lar”.
O que você acha?! Qual a necessidade de semelhante serviço numa cidade além da morte?! Além do conhecido “aeróbus”, você admite que outros veículos transitassem (e transitem) pelas ruas e avenidas de “Nosso Lar”?! Tal medida seria, por exemplo, para evitar que algum acidente acontecesse, quiçá, de ordem fatal para pedestres e condutores de veículos?!...

No mesmo capítulo 10, André Luiz nos fala da existência do “Rio Azul”... O que você acha?! Será, de fato, um rio, com água e tudo?! Quer dizer, inclusive, com vegetação aquática e peixes?! Outra pergunta que lhe peço permissão para formular: se um dos habitantes de “Nosso Lar”, porventura, viesse (ou vier) a cair nas águas do rio, que, segundo o autor espiritual, é de “grandes proporções”, caso não soubesse nadar, o que poderia suceder a ele?! Não se esqueçam de que nem Simão Pedro, sendo Apóstolo, conseguiu caminhar sobre as águas...

Em seguida, ouvindo Lísias, André ainda esclarece que “todo o volume do Rio Azul (...) é absorvido em caixas imensas de distribuição”, abastecendo a cidade. Qual a finalidade da água no Mundo Espiritual?! Outra pergunta que, talvez, eu devesse formular a parte, mas... vamos lá: você acha que toda cidade existente no Mundo Espiritual é como “Nosso Lar”?! Vamos ajudar um pouco. No capítulo 11 – “Notícias do Plano” –, Lísias elucida: “Todas as experiências de grupo diversificam–se entre si e ‘Nosso Lar’ constitui uma experiência coletiva dessa natureza.”

Ainda no capítulo 11, veja você que interessante a palavra de Lísias (aliás, você sabia que Lísias era o nome de um dos discípulos de Sócrates?!): “Já não estamos na esfera do globo, onde o desencarnado é promovido compulsoriamente a fantasma. Vivemos em círculo de demonstrações ativas.” O que significa “demonstrações ativas” além da morte do corpo carnal?! Trabalho árduo ou simulacro de trabalho?!...

Estudando o capítulo seguinte, o de número 12, intitulado “O Umbral”, ocorre-me tomar a liberdade de questioná-lo: Umbral será o mesmo que Trevas?! Umbral será, para o espírito que desencarna na Terra, uma passagem obrigatória, ou um tempo de permanência obrigatório, mais ou menos longo para uns e outros?! Você concorda que Umbral possa vir a ser um Planeta?! Existirá Umbral ao redor de toda a Terra?! Você já consultou no Dicionário o significado da palavra “umbral”?!...


Nossa! Tantas perguntas!... – Será que o próprio Dr. Inácio não seria capaz de responder a elas?! – você deve estar pensando. Respondê-las até que podemos tentar, mas, sinceramente, eu tenho percebido que muitos de vocês, internautas, ainda estão com medo de externar as próprias opiniões! O que temem?! A fogueira?! O esconjuro?!...

Só para terminar, o que Lísias quis dizer com a afirmação: “O Umbral começa na crosta terrestre”?! O que significa Umbral Grosso, Umbral Médio e Umbral Fino?! “Nosso Lar” seria uma cidade “umbralina”?! O Umbral tem sido muito “caluniado” pelos espíritas na Terra...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 13 de março de 2017.







segunda-feira, 6 de março de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – IV

Continuando com a nossa proposta de reflexão, transcrevemos abaixo mais alguns textos da lavra de André Luiz, extraídos do livro “Nosso Lar”, solicitando, evidentemente, a sua interpretação para eles. (textos extraídos dos capítulos 3 a 8).

“Grandes árvores, pomares fartos e jardins deliciosos.”
- Você concorda que, em “Nosso Lar”, existe flora, com a presença de reprodução vegetal, na multiplicação das árvores, dos frutos e das flores?!

“A pequena distância, alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se a espaços regulares, exibindo formas diversas.”
- Você concorda que a cidade de “Nosso Lar” foi construída com o trabalho de engenheiros, arquitetos, pedreiros, etc, ou as construções a que André Luiz se refere não passam de criações temporárias da mente dos moradores da cidade?!

“Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e, de quando em quando, pousavam agrupadas em torres muito alvas, a se erguerem retilíneas, lembrando lírios gigantescos, rumo ao céu.”
- Como conciliar tal informação com o que os Espíritos, em “O Livro dos Espíritos”, disseram a Kardec sobre a reencarnação quase imediata do princípio inteligente dos animais?! Você concorda que, no Mundo Espiritual, existem espécies animais que lhe são nativas?! Concorda também que tais animais, existentes no Mundo Espiritual, qual possa ocorrer com o Reino Vegetal, têm a capacidade de se reproduzirem, ou não?!

“- E onde está minha mãe? – exclamei, por fim. – Se me é permitido, quero vê-la, abraçá-la, ajoelhar-me a seus pés!
- Não vivem em ‘Nosso Lar’ – esclareceu Lísias –, habita esferas mais altas, onde trabalha não somente por você.”
- O que você entende por “habita esferas mais altas”, numa das quais a mãe de André Luiz vivia?! Numa outra cidade, ou, realmente, numa outra esfera, ou Dimensão?! Essa outra esfera, como a Esfera Terrestre, pode ser considerada um Planeta espiritual?!

“Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tranquilidade espiritual. Não havia, porém, qualquer sinal de inércia ou de ociosidade, porque as vias públicas estavam repletas. Entidades numerosas iam e vinham.”
- Não lhe parece uma descrição familiar: ruas, vastas avenidas, vias públicas... As “numerosas entidades que iam e vinham” estariam volitando, ou caminhando?! Concorda que também pudessem estar se servindo de veículos em sua movimentação?! Essas “entidades” seriam pessoas, criaturas humanas desencarnadas, ou seres que nada têm em comum com a humanidade dos homens?!

- “... a nossa cidade espiritual é zona de transição.”
- Qual o motivo de ter sido empregado o termo “zona de transição”?! A cidade em que você mora na Terra é também uma “zona de transição”, ou você pretende ficar nela “para semente”?! Assim, o orbe terrestre, para o seu espírito, cidadão do Universo, pode, igualmente, ser considerado uma “zona de transição”?!

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 6 de março de 2017.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA? – III

Prosseguindo com os nossos estudos e reflexões sobre as revelações de André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, a respeito da Vida no Mundo Espiritual próximo, apenas com o propósito de diversificar um pouco a metodologia, pedimos a você que assinale se está certa ou errada a nossa interpretação dos textos transcritos. E, claro, você tem ampla liberdade para, concordando ou discordando, acrescentar o que desejar. (Os textos pertencem aos dois primeiros capítulos do livro “Nosso Lar”).

“Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo, e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, é também dotado de um Sistema Respiratório.

“Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minhalma. Sufocara-os, criminosamente, no desejo incontido de bem-estar. Não adestrara órgãos para a vida nova.”
- Significa que a plena consciência da desencarnação e de que se está numa outra Dimensão, depende, igualmente, de se desenvolver determinadas ligações neuronais (sinapses), que facilite ao espírito tal conscientização, em exercício de espiritualização quando ele se encontra encarnado.

“Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se-me aos olhos. Crescera-me a barba, a roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, também produz hormônios que, no caso específico, lhe faziam crescer a barba. Quanto à roupa, ser-nos-á lícito deduzir que, na Vida de além-túmulo, ele se encontrava trajado com o duplo da roupa com que fora sepultado.

“Persistiam as necessidades fisiológicas, sem modificação.”
- Significa que ele continuava realmente experimentando as mais comuns necessidades fisiológicas dos encarnados: necessidade de alimento, de água, de excreção, de sono e repouso, de atividade, de abrigo e temperatura adequada, etc.

“Castigava-me a fome todas as fibras, e, nada obstante, o abatimento progressivo não me fazia cair definitivamente em absoluta exaustão. De quando em quando, deparavam-se-me verduras que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d’água a que me atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas, colava os lábios à nascente turva, enquanto mo permitiam as forças irresistíveis, a impelirem-me para frente. Muita vez suguei a lama da estrada...”
- Significa que as suas necessidades não eram ilusórias – eram reais – e que, na Dimensão espiritual em que ele se encontrava, existem “nascentes” d’água, ou seja, existe água para atender as necessidades do corpo espiritual que são similares às do corpo físico.

“Alvo lençol foi estendido ali mesmo, a guisa de maca improvisada, aprestando-se ambos os cooperadores a transportarem-me, generosamente.”
- Significa que o seu resgate daquela região umbralina se deu à semelhança do resgate que se efetua de um doente que mal consegue manter-se em pé, com a possível utilização de veículo apropriado para tanto, até aos portões de “Nosso Lar”.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de fevereiro de 2017.








segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – II

Sem o propósito de estar aqui como quem sabe e como quem pode ensinar alguma coisa a quem seja, tomo, novamente, a liberdade de apresentar aos nossos irmãos internautas o texto abaixo para a sua devida apreciação, em algumas rápidas questões que formularemos.
Trata-se de texto de autoria de André Luiz, constante da obra “Nosso Lar”, em seu capítulo 9, intitulado “Problema de Alimentação”.

“Tudo isso provocou enormes cisões nos órgãos coletivos de ‘Nosso Lar’, dando ensejo a perigoso assalto das multidões obscuras do Umbral, que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de colaboradores entretinha certo intercâmbio clandestino, em virtude dos vícios de alimentação.”

Questões:
1 – De que maneira as multidões obscuras do Umbral poderiam invadir “Nosso Lar”?
2 – “Nosso Lar”, então, igualmente, é uma cidade “Umbralina”?
3 – Caso a referida cidade espiritual fosse invadida pelos vândalos desencarnados, o que poderia ocorrer?
4 – Que tipo de intercâmbio clandestino era mantido por grande número de colaboradores do Ministério da Regeneração?
5 – Na Terra, o que se interpreta por “intercâmbio clandestino”?
6 – Você concorda que o “intercâmbio clandestino” feito era de alimento considerado essencialmente proteico? Seria contrabando de carne?
7 – De onde estava sendo contrabandeado esse alimento para “Nosso Lar”?
8 – No Mundo Espiritual mais próximo ainda existe criação de animais para abate?
9 – Lícito concluir-se que, à época, em “Nosso Lar”, havia corrupção, e, naturalmente, espíritos corruptos, embora infiltrados no Ministério da Regeneração?
10 – Assim, o Mundo Espiritual mais próximo é povoado por homens fora do corpo carnal, mas cujo corpo espiritual ainda conserva certa identidade com ele, inclusive carecendo de alimentação similar?

Acredito que outras questões poderão ser propostas pelos nossos irmãos internautas.
Aqui, simplesmente, quisemos fazer uma pequena inversão: em vez de vocês perguntarem aos espíritos, os espíritos agora é que estão perguntando a vocês.
Afinal, por que esperarem de nós, os mortos, todas as respostas?!...

INÁCIO FERREIRA


Uberaba – MG, 20 de fevereiro de 2017.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – I

No livro “Os Mensageiros”, o segundo da série de André Luiz, o talentoso autor espiritual narra a sua visita, na companhia de Aniceto, a um Posto de Socorro, situado nas proximidades da Crosta. As observações feitas por ele são interessantíssimas – todas elas –, mas, de nossa parte, gostaríamos de destacar, no capítulo 20: “Impressionavam-me, sobretudo, as fortificações. Via a torre de mensagem, consagrada, por certo, ao serviço de resistência; o baluarte agudo, elevando-se acima dos fossos que deixavam transbordar a água corrente; a torre de vigia, esbelta e alterosa. Observei o caminho da ronda, a cisterna, as seteiras e, em seguida, as paliçadas e barbacãs, refletindo na complexidade de todo aquele aparelhamento defensivo. E as armas? Identificava-lhes a presença na maquinaria instalada ao longo dos muros, copiando os pequenos canhões conhecidos na Terra. Entretanto, vi com emoção, no cume da torre de vigia, a enorme bandeira de paz, muito alva, tremulando ao vento como largo penacho de neve...”
Em seguida, leitor amigo, pedimos licença para pergunta a você como interpreta, no mesmo capítulo 20, a essência do diálogo que se segue entre André Luiz e Alfredo:
“- Mas... e as armas? – perguntei – acaso são utilizadas?
- Como não? – disse Alfredo, pressuroso – não temos balas de aço, mas temos projetis elétricos. Naturalmente, a ninguém atacaremos. Nossa tarefa é de socorro e não de extermínio.
- No entanto – aduzi, sob forte impressão –, qual o efeito desses projetis?
- Assustam terrivelmente – respondeu ele, sorrindo – e, sobretudo, demonstram as possibilidades de uma defesa que ultrapassa a ofensiva.
- Mas apenas assustam? – tornei a interrogar.
Alfredo sorriu mais significativamente e acrescentou:
- Poderiam causar a impressão da morte.
- Que diz! – exclamei com insofreável espanto.
O administrador meditou alguns instantes, e, ponderando, talvez, a gravidade dos esclarecimentos, obtemperou:
- Meu amigo! meu amigo! se já não estamos na carne, busquemos desencarnar também os nossos pensamentos. As criaturas que se agarram, aqui, às impressões físicas, estão sempre criando densidade para os seus veículos de manifestação, da mesma forma que os espíritos dedicados à região superior estão sempre purificando e elevando esses mesmos veículos. Nosso projetis, portanto, expulsam os inimigos do bem através de vibrações do medo, mas poderiam causar a ilusão da morte, atuando sobre o corpo denso dos nossos semelhantes menos adiantados no caminho da vida. A morte física, na Terra, não é igualmente pura impressão? Ninguém desaparece. O fenômeno é apenas de invisibilidade ou, por vezes, de ausência. Quanto á responsabilidade dos que matam, isso é outra coisa.” (os destaques são nossos)
Estimaríamos, assim, ouvir as impressões de nossos internautas a respeito das anotações acima, efetuadas por André Luiz, através da lavra mediúnica de Chico Xavier.
Nas próximas semanas, estaremos apresentando uma série de textos semelhantes, sob a mesma indagação: COMO VOCÊ INTERPRETA?!
Um abraço fraterno e boa reflexão a todos.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 13 de fevereiro de 2017.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O PLANETA IDEAL

Ouvindo sucinto diálogo entre um espírito candidato à reencarnação e devotado Instrutor da Vida Maior, anotei a conversa que considerei, deveras, curiosa:
- Estou interessado em evoluir mais depressa – dizia o espírito ao experiente interlocutor –, e, por tal motivo, gostaria de reencarnar num planeta que me oferecesse reais oportunidades para tanto...
Anseio por praticar o Bem a quem seja como alguém que, olhando à sua volta, encontra o necessitado ao alcance da mão para auxiliar – seja com um pedaço de pão, seja com uma palavra, um aceno...
Quero me expor às tentações, a fim de alicerçar em mim virtudes que, sinceramente, me façam digno de habitar as Esferas mais altas – refiro-me às virtudes da paciência e do perdão, da renúncia e do devotamento, mas, principalmente, da honestidade...
Quero viver de “enxada” nas mãos, à feição de quem dispõe de imensa gleba para lavrar, a fim de defender a boa semente, combatendo a tiririca que tencione a invadir a lavoura...
Reencarnar num mundo em que, realmente, eu possa cooperar com Jesus Cristo, em seus apelos de fraternidade e de amor, e que, para mim, seja um constante desafio à sinceridade de propósitos que pretendo demonstrar ao nosso Mestre e Senhor...
Num mundo no qual nem que eu queira viver de braços cruzados, eu não possa, de vez que furtar-me nele à possibilidade de ser útil, de mil formas diferentes, me seja absolutamente impossível...
Num mundo em que os próprios religiosos não se entendam para que, com os meus exemplos de tolerância e de não fanatismo, eu consiga colocar em prática o ensinamento do “amai-vos uns aos outros”...
E após efetuar breve pausa em sua palavra, que o Benfeitor escutava em silêncio, prosseguiu:
- Eu sei que o senhor está me entendendo, porque, certamente, já se viu possuído por sentimentos semelhantes aos meus, que estou cansado de marcar passo na senda da Evolução, e, por isto, estou pedindo a sua intercessão...
Auxilie-me a renascer num orbe no qual, praticamente, desde o berço, eu me veja compelido a lutar pelo pão de cada dia, em meio a tentações que ensejaram a espíritos praticamente comuns alcançar, um dia, a coroa da santidade...
Preciso sair desse marasmo espiritual em que estou vivendo há séculos e séculos...
Quero e preciso renascer – repetiu – num orbe fértil de oportunidades de ascensão moral, no qual, inclusive, no que tange às descobertas e invenções para facilitar a vida de seus habitantes, eu possa colaborar com alguma coisa...
Devem existir mundos nos quais tudo ainda esteja para ser feito, não?! – ou quase tudo?!...
Como eu haveria de crescer, por exemplo, num planeta em que eu não precisasse fazer calos nas mãos?! Num planeta em que a paz já esteja consolidada e no qual as leis sejam respeitadas por todos?!...
Eu quero lutar e quero sofrer pelo Ideal de servir!...
O Mestre não nos recomenda entrar pela porta estreita?! Pois, então?! Eu não quero a facilidade da porta larga, porque a porta larga também está no comodismo...
Posso contar com o seu auxílio?! – inquiriu ao Instrutor. – O senhor conhece um planeta assim, ao qual, através da reencarnação, eu possa me encaminhar, com o fito de integral aproveitamento dela?!...
Olhando para o candidato a retomar o corpo carnal, o Espírito amigo, sem pestanejar, respondeu:
 - Meu irmão, na atualidade, dentro do Sistema Solar, e mesmo fora dele, e a uma boa distância, o planeta que preenche todos os seus requisitos de mais rápida evolução pessoal é a Terra mesmo!...

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 6 de fevereiro de 2017.







domingo, 29 de janeiro de 2017

BRASIL, REFÉM DAS TREVAS

Os recentes acontecimentos na política brasileira, com a corrupção generalizada sob investigação na Operação “Lava Jato”, a situação alarmante nas mais diversas penitenciárias do país e, agora, com a desencarnação, em suspeito acidente aéreo, de um juiz do STF, nos induzem a crer que, de fato, infelizmente, o Brasil permanece como refém das trevas que intentam impedir o seu progresso.
O descalabro tem se mostrado tão grande que delitos considerados menores, não devidamente combatidos pela polícia e pela justiça, multiplicam-se assustadoramente, ao ponto de numa cidade de médio porte, como Uberaba, quase dez carros terem sido roubados, de seus proprietários, em um só dia.
A questão, analisada mais profundamente, revela, claramente, o intuito das forças espirituais negativas que, no corpo e fora dele, não querem que o Brasil se firme no cenário internacional como uma grande potência, e não venha a corresponder à expectativa do Mundo Espiritual na condição de Pátria do Evangelho.
A tudo o que, infelizmente, percebe-se por artimanha das trevas, junte-se, inquestionavelmente, o crescimento das religiões ditas neopentecostais, através de suas lideranças, que, igualmente, infiltrando-se na política, vêm lutando para ocupar o poder com o propósito de exercer uma suposta hegemonia espiritual, em versão atualizada dos mercadores que Jesus, há cerca de vinte séculos, expulsou do templo a chibatadas.
O quê – pergunta-se, com frequência – o Mundo Espiritual, através dos espíritos bem intencionados, poderia fazer para auxiliar na libertação do país, que, sequentemente, por obra e graça dos que o corrompem, vem perdendo “o bonde da história”?...
Confesso-lhes, de minha parte, sinceramente, que muito pouco, de vez que sequer temos encontrado indispensável campo receptivo nas mentes que procuramos sensibilizar, principalmente entre aqueles que, do ponto de vista administrativo, ocupam posições estratégicas em decisões a serem tomadas em favor da coletividade.
O que, em geral, podemos fazer, por exemplo, é o que estamos fazendo agora, rascunhando, do Mais Além, uma página como esta, conclamando aos espíritos encarnados a que aprendam oporem-se, veementemente, a tal estado de coisas que objetiva conduzir o país ao abismo institucional.
Tentou-se fazer que o Brasil se transformasse numa Cuba de Fidel, mas frustrado o plano inicial, tenta-se agora fazê-lo ser uma Venezuela de Chaves e Maduro, com todo o respeito que nos merecem os irmãos cubanos e venezuelanos, que, há tempos, padecem nas mãos de ditadores sem escrúpulos.
Não olvidemos que, pacificamente, Jesus sempre se opôs à ortodoxia dos judeus e ao domínio dos romanos, não hesitando em externar os seus pensamentos, e, com indômita coragem, enfrentou-os com base em suas palavras e exemplos.
Os espíritos reencarnados no Brasil não devem continuar esperando por soluções milagrosas e sobrenaturais para os seus problemas de ordem social, acionando todos os mecanismos à sua disposição para exigir que o país deixe de ser roubado por aqueles que são chamados a gerir o patrimônio público.
Não se espere bom senso da maioria dos governantes atuais, seja de que partido for, porquanto está passando da hora de que eles tenham brio na cara e de que não se devotem à política pensando em enriquecimento de natureza ilícita.
Os espíritos atualmente reencarnados no Brasil, que amam a pátria, e querem um futuro melhor para todos, devem, sim, em nossa opinião, voltar às ruas e lutar para que ele não permaneça manietado, à mercê das trevas, que, a partir de Brasília, sobre ele se concentram.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 30 de janeiro de 2017.


   



domingo, 22 de janeiro de 2017

FÉ EM 2017!

Embora o tempo seja mera convenção e calendário não seja mais do que uma criação do homem, para marcar a ilusória passagem do tempo, desejamos que as nossas palavras iniciais, em 2017, externem a nossa confiança no futuro.
Ante tantos prognósticos de natureza pessimista, queremos trazer a todos a nossa mensagem de esperança, compreendendo que, de fato, o momento que a Humanidade atravessa, é de vertiginosa aferição de valores.
O homem não pode e não deve continuar assim, nessa corrida desenfreada na direção do abismo que se lhe escancara aos pés, ameaçando tragar todas as conquistas da civilização...
Carecemos, sim, de um basta no extremo consumismo de nossos tempos, e no descaso a que se têm votado as questões que transcendem, e que deveriam, sem dúvida, merecer prioridade entre os espíritos.
As peças desse imenso “tabuleiro de xadrez” que é a evolução humana parecem se movimentar, não aleatoriamente, mas por força da ação das Leis Divinas, para aplicarem um xeque-mate na civilização deste alvorecer de Terceiro Milênio, constrangendo-a a efetuar uma revisão em suas escolhas.
Individualmente, porém, não esmoreçamos! Perseveremos em lutar contra as adversidades, reconhecendo que a Terra de agora é campo propício para que o espírito interessado em sair do lugar comum possa crescer na direção da Luz.
Não nos deixemos abater pelas dificuldades que surgem, sobretudo, para nos ensinar a viver com o suficiente, podando-nos a inclinação para o supérfluo, e nos levando a inferir que existe, sim, um Poder Soberano que permanece sempre vigilante, que não será desafiado sem sérias consequências para quantos o fizerem.
Em todos os tempos foi assim... Civilizações têm sucedido a civilizações, e o progresso moral e intelectual da Humanidade, ao que nos parece, acontece sob o impulso de acontecimentos considerados funestos.
Não somos, claro, pregoeiros da violência, mas não podemos olvidar que foi somente depois das duas Grandes Guerras, que a Humanidade conheceu notável surto de progresso. Quando alcança os seus extremos, a dor física tende a devolver ao organismo o seu equilíbrio.
O homem dos tempos atuais, mais que nunca, está a necessitar de algo que o induza à introspecção – de algo que o leve a preocupar-se não com a sua adesão a essa ou àquela religião formalizada, mas com a sua própria espiritualidade.
Assim – repetimos – não nos permitamos abater pelos discursos derrotistas e apocalípticos, que têm soado aqui e ali, gerando temor e descrença nos espíritos frágeis.
Pensemos no Bem, falemos no Bem e, sobretudo, continuemos a agir no Bem, convictos de que, realmente, a porta estreita somente poderá ser atravessada pelos que a ela se candidatam, confiantes nas indeléveis palavras do Cristo: “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 23 de janeiro de 2017.